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Segurança no Trabalho: Primeiros Socorros

  • Anotações referente ao estudo sobre Segurança no Trabalho provenientes de módulo de estudo do Instituto Monitor - © direitos reservados
  • Identificar as situações
    • urgência
    • emergência
  • Entender como se analisa estas situações
  • Compreender na prática as ações necessárias para uma avaliação correta

Avaliações

Inicial

Diferença entre Urgência e Emergência

  • Urgência
    • A vítima não se encontra numa situação iminente de risco de vida
    • O atendimento pode ser realizado até 24h
  • Emergência
    • A vítima encontra-se em risco de vida
    • Requer cuidados imediatos nesta situação
    • Precisa-se de alguém apto(socorrista) para prestar atendimento
  • Socorrista
    • Precisa garantir a própria segurança antes de prestar atendimento.
    • Avalia primeiramente a cena onde se ocorreu a situação.
      • Avaliação do ambiente (arredores)
      • Quantas vítimas encontram-se na mesma situação
      • Exemplos:
        • Existe risco de desabamento
        • Existe risco elétrico
    • Desta forma, não havendo riscos é possível prestar atendimento
      • pois sua segurança
      • e a de vítima
        • estão garantidos
  • Biosegurança
    • O socorrista para garantir sua segurança utiliza-se de EPI
      • Eequipamentos de Proteção Individual, como
        • Luvas de procedimento
        • Máscaras de de Proteção para Ventilação artificial
          • Não havendo, apenas o uso das compressões torácicas deve ser feito
          • Estudos indicam que compressões torácicas eficazes
            • garantem sobrevida a vítima em uma situação de emergência

Avaliação Primária

  • Didaticamente é dividida em letras
    • em 2010 passou por uma atualização
  • C - Circulação
    • Verificação do pulso carotídeo - Artéria carótida
      • Dedo indicador e anelar juntos
      • Posicione no pomo de adão
      • deslize lateralmente para esquerda ou para direita
      • Aguarde 5s para sentir a pulsação
      • Havendo pulso - a circulação está OK
        • Não havendo, medidas terão de ser feitas imediatamente
  • A - Vias aéreas
  • B - respiração
    • Desobstrução das vias aéreas,
      • favorece a respiração consequentemente
      • Primeiramente, deve-se considerar se a vítima tem ou não lesão cervical
        • Em caso de dúvida, sempre considere que a vítima possui esta lesão por segurança
          • Se tiver certeza que a vítima não tem
            • Pressione a palma da mão na testa da vítima
              • Afim de extender a região do pescoço, facilitando a respiração
          • Havendo dúvida ou a vítima estiver lesionada
            • Empine a mandíbula para baixo
              • que também facilitará a respiração
  • D - Diagnóstico AVDI
    • Para guiar o socorrista usa-se as terminologias
      • A - Alerta
        • A vítima está acordada
      • V - Verbal
        • Chama-se a vítima e ela emite
          • palavras
          • sinais verbais
            • que indicam que o nível de consciência está adequado
            • mesmo que apresente confusão
      • D - Dor
        • Se a vítima não está acordada
        • Não dá sinais verbais
        • Mas no toque emite gemidos
          • indica-se que os estímulos dolorosos estão presentes
      • I - Irresponsível
        • Sinaliza emergência
        • Deve-se priorizar a vítima
          • pois ela não está alerta
          • nem emite sinais verbais
          • e nem há identificação de estímulos dolorosos
  • E - Examinar
    • Última de etapa desta avaliação
    • É o momento de afrouxar a roupa
      • ou abrir parte das vestes da vítima
        • procurando sinais de
          • sangramento
          • ou fraturas
            • expostas
            • ou interna

Avaliação Secundária

  • Avaliação mais ampla, levando em consideração:
  • A
    • Alergias
  • M
    • Medicamentos
  • P
    • Problemas antecedentes
  • L
    • Líquidos e alimentos ingeridos
  • A
    • Ambiente e local da cena

Práticas em Urgências e Emergências Clínicas

  • Identificar
    • situações de urgências
    • e emergências clínicas
  • Entender
    • fatores principais envolvidos nessas situações
  • Compreender
    • a aplicabilidade das técnicas de socorro utilizadas

Cérebro

  • Glicose é o elemento fundamental para entender
    • urgências
    • e emergências
      • relacionadas a este orgão
    • por ser ela quem vida aos neurônios presentes no mesmo
  • Glicose é levada por meio da circulação sanguínea
    • juntamente com o oxigênio
      • e é pela falha desta circulação que
        • tonturas
        • vertigens
          • sendo estes dois acima
            • juntamente com a visão turva
          • os sinais que podem levar ao desmaio
        • ou desmaios
          • podem acometer a pessoa

Desmaio

  • Um meio evitá-lo
    • ao se identificar sinais de um possível desmaio
    • é solicitar a pessoa
      • que sente-se
      • ponha a cabeça entre suas pernas
      • com a palma da sua mão
        • fazer pressão para baixo
          • na parte de trás da cabeça
        • ao mesmo tempo a pessoa tem de fazer força para voltar
          • a postura original
  • Isso ativa a circulação na área da cabeça
  • O desmaio tendo ocorrido
    • é ideal que a vítima esteja na posição horizontal
    • solicitar que curiosos afastem-se
      • para permitir livre circulação de oxigênio
        • nas vias aéreas
    • em seguida, eleve os membros inferiores
      • até uns 30 a 45º graus
        • isso ativa a circulação cerebral
      • e permanece-os nessa posição até que a vítima
        • recobre os sentidos

Convulsões

  • Não acontece somente para pessoas que tenha epilepsia
    • ela o pode acontecer também quando há
      • variações bruscas de temperatura
  • O mecanismo da convulsão se dá em 2 fases
    • 1ª) contração intensa e involuntária
      • Nessa fase não se deve segurá-la
        • para se evitar
          • traumas
          • ou fraturas internas
    • Deve-se apenas
      • afastar qualquer objetos ao redor
      • e proteger o cérebro, para isso
        • fique de joelhos
          • e use-os como apoio a cabeça da vítima
          • posicionando-o a mão nas laterias da cabeça
    • 2ª) relaxamento intenso
      • Não há riscos do “enrolamento de língua
        • O que acontece é que a língua cede
          • e isso pode obstruir a passagem de ar
          • e assim a convulsão evolui para uma parada respiratória
      • É ideal nesta etapa que a vítima seja posicionada
        • em decúbito lateral, com a cabeça apoiada
        • para que a língua ceda para a bochecha
          • liberando a passagem do ar
        • mantenha essa posição até que a vítima recobre os sentidos

Choque elétrico

  • Antes de tudo, o socorrista deve avaliar a cena
    • onde a vítima do choque elétrico reside
      • A vítima ainda está ligada a energia elétrica?
        • Existe algum contato dela com a rede elétrica?
          • Procure então desligar a fonte desta energia
          • Não sendo possível utilize-se de bastões
            • de madeira
            • ou emborrachado
          • e tente afastar a vítima da fonte de energia
    • Para só então iniciar o primeiro socorros adequado

Engasgo

  • Para desobstrução de vias aéreas com corpo estranho
    • utiliza-se a Manobra de Heimlich
      • Primeiramente, identifique o sinal universal de engasgo
        • as duas mãos no pescoço
      • Com a vítima em pé
        • Posicione-se atrás da vítima
        • Ajude a vítima afastar as pernas
        • Coloque uma de suas pernas entre as pernas da vítima
          • para servir de apoio ao seu corpo
        • Cerre o punho
          • e posicione-o em cima da cicatriz umbilical da vítima
        • E com a outra mão aberta, pressionando a mão cerrada
          • faça força no sentido
            • para trás
            • e para cima
          • continuamente por 5x
      • Repita este procedimento até que o corpo estranho
        • seja expelido das vias áereas
  • Para mais informações sobre esta técnica veja:

Urgências e Emergências Clínicas

  • Identificar situações
    • de urgência
    • e emergências
      • traumáticas
  • Entender os mecanismos relacionados a essas situações
    • Aplicar corretamente as técnicas de primeiros socorros

Lesões graves - hemorragias

Hemorragia capitar

  • Presença de sangue é muito pequena
  • e a velocidade do sangramento não causa risco de vida a vítima

Hemorragia venosa

  • A quantidade é sangue maior
    • porém com a compressão adequada
    • também é uma situação que não traz risco de vida a vítima

Hemorragia arterial

  • O sangue sai em jatos
    • a quantidade é abundante
  • é necessária a interferência do socorrista
    • para sobrevida da vítima

Abordagens de contenção

  1. Pressão Direta
    1. utilizando-se de um pano limpo
    2. ou compressa limpa
    3. posicione no ponto de saída do sangue
    4. faça uma pressão constante
    5. até chegada da equipe especializada
      1. ou encaminhar a vítima
      2. a um serviço especializado
      3. ou a um hospital
    6. Não remova a compressa
    7. vá adicionando outras acima da primeira
      1. mesmo que forme um bolo
    8. pois remover, faz com que se perca
      • o tampão natural que o organismo faz
      1. e voltando a facilitar a vazão da hemorragia
  2. Ponto de pressão e elevação
    1. Baseado no ponto de hemorragia
    2. Procure um ponto anterior (elevado) da mesma artéria
      1. para se fazer pressão fortemente
        1. é possível descobrir este ponto ao tocar na artéria
        2. e sentir a pulsação
      2. até que a região abaixo cesse a hemorragia

Sangramento Nasal

  • Evite levantar a cabeça da vítima
    • pois isso faz com que o sangue vá para as vias aéreas
    • e pode causar obstrução delas
      • e o quadro evolui para engasgo
  • O correto é
    • que a vítima tampe as narinas
    • e abaixe a cabeça
      • até que o sangramento cesse

Torniquete

  • Era proibido
  • Em 2007 foi liberado para
    • situações extremas
      • como caso de amputações totais
        • onde o sangramento é abundante
        • sendo necessário a presença de apoio especializado
          • para a sobrevida da vítima

Fraturas

  • Fechadas ou Internas
    • O membro afetado sofre um desalinhamento
      • a tentativa de correção pode levar a uma fratura exposta
      • Faz-se a mesma atitude de uma fratura exposta
        • proporcionar conforto
        • encaminhar a vítima para um serviço especializado
          • se tiver equipamentos apropriados para isso
  • Abertas ou Expostas
    • tem exposição do osso
    • o socorrista não pode reposicionar esse membro
      • alinhando novamente a posição anatômica
      • porque pode haver rupturas de vasos
        • e provocar uma hemorragia
    • O correto é chamar o serviço especializado
      • ou, apenas com os equipamentos apropriados,
        • transportar a vítima em segurança o mais rápido possível

Entorses, Luxações ou Distensão Muscular

  • O membro afetado não teve desalinhamento
    • nem de ossos, indicando uma fratura exposta
  • Para gerar um pouco de conforto a vítima, utiliza-se
    • o frio direto no local de luxação
    • e imobilizar, que também minimiza a dor
    • é possível também, dependendo do membro,
      • elevá-lo, pois facilita o retorno venoso
        • diminui o inchaço na reunião
        • e a dor

Transporte de acidentados

  • Tem de haver certeza que não há nenhum tipo de lesão
  • É preciso de equipamentos adequados
    • colar cervical
    • prancha rígida
      • não havendo-os
      • ou não sabendo utilizá-los
        • só o serviço especializado para fazer o transporte
    • tendo-os e sabendo-o utilizá-los
      • é necessário que todos socorristas presentes
        • trabalhem em conjunto
        • movimentem em bloco a vítima
        • com a coluna cervical totalmente alinhada com o corpo
      • para que o transporte seja feito com segurança
  • Tendo certeza que não há lesões, duas maneiras de transporte são sugeridas:
    • uma pessoa carrega a vítima
    • ou duas pessoas, utilizando-se da técnica da cadeirinha

Práticas em Suporte Básico de Vida

  • Identificar uma Parada Cardiorrespiratório - PCR
  • Entender a fisiologia do sistema cardiorrespiratório
  • Compreender e executar a aplicação correta das manobras necessárias para o suporte básico de vida

Fisiologia do sistema Cardiorrespiratorio

  • Dois tipos de circulação presente no corpo humano
  1. Pequena circulação
    1. Vai do coração até os pulmões
      1. onde o sangue será oxigenado
      2. voltando para o coração
  2. Grande circulação
    1. O sangue retornado dos pulmões
      1. é então bombeado para todo o corpo
      2. distribuindo oxigênio para todo o corpo

Cadeia de Sobrevivência

  • Aqui se faz importante que o socorrista
    • saiba fazer a sequência correta de atendimento
  1. Reconhecer imediato a PCR
    1. e ativação do Serviço médico de emergência
      1. parte fundamental que todo socorrista deve ter em mente
  2. Ressuscitação Cardiopulmonar Precoce (RCP precoce)
    1. enfatizando-a na compressão torácica
  3. Rápida desfibrilação
    1. se tiver disponível um Desfibrilador Automático - DEA
      1. não havendo, somente a equipe especializada pode executar esta etapa
  4. Suporte avançado de vida eficaz
    1. A equipe especializada já se faz presente
      1. ou a vítima foi encaminhada ao serviço médico especializado
  5. Cuidados pós PCR
    1. que são realizados em ambiente hospitalar

Atendimento em Suporte Básico de Vida - BLS

Identificando uma PCR

  • Identificar o nível de consciência da vítima
    • se está respondendo
    • ou irresponsiva
      • chamando-a
      • tocando-a
      • e falando o nome alto da vítima
  • Sentir o pulso carotídeo
    • usando a técnica dos dois dedos
      • na artéria carótida e sentido a pulsação por 5 segundos
      • Não encontrando pulso carotídeo
        • deve-se iniciar as manobras de recuperação cardiopulmonar
  • Posicionamento da mão
    • Imaginar linhas auxilares
      • Uma que se estende de uma axila a outra
      • e outra, mediana, no corpo da vítima
    • O encontro destas duas linhas é a região
      • onde deve-se posicionar a mão
    • A parte da mão a ser posicionada
      • deve ser a região hipotenar
    • A outra mão deve ter os dedos entrelaçados a esta
      • uma sobre a outra
    • Sendo que o braço da mão, que usa-se a região hipotenar,
      • deve estar em um ângulo de 90º com a vítima
    • E o peso aplicado no corpo da vítima
      • deve ser a de todo o corpo do socorrista
      • sem dobrar os cotovelos
    • A força aplicada deve ser suficiente
      • para deslocar o tórax da vítima por 5cm
      • mantendo o ritmo constante
        • na faixa de 100 compressões por minuto
        • nem rápido, nem lento

Respiração/Ventilação

  • Apenas deve ser feita se tiver o equipamento apropriado
    • não havendo, deve-se fazer apenas a compressão torácica, ininterruptamente
  • Havendo equipamento como ambu ou máscara protetora
    • faz-se duas ventilações para cada 30 compressões
    • alternando desta forma por 5 vezes
      • e ao final deste ciclo, checar o pulso carotídeo
      • e se ainda ausente, reiniciar as manobras
        • até que se chegue a equipe especializada

Desfibrilador Externo Automático - DEA

© 2019 por Samuel